sábado, 4 de julho de 2020

VINHOS / VINÍCOLAS NACIONAIS-região da Campanha Gaúcha

VINHOS / VINÍCOLAS NACIONAIS-região da Campanha Gaúcha
by FlávioMPinto

Acredito que chegou a hora da verdade para os vinhos nacionais. O reconhecimento está á flor da pele dos brasileiros admiradores do líquido de Bacco.
Com o sucesso dos espumantes,  os vinhos tranquilos assumem seu lugar de espera na fila de reconhecimento. 
Temos terroirs espetaculares no nosso país, carentes de maior divulgação.
Um dos últimos terroirs descobertos foi a Região da Campanha Gaúcha,  que já produz parcela significativa da produção nacional-31%.  
O que se tem de salientar é a qualidade do terroir da Região da Campanha, ou dos terroirs, superiores as características da tradicional região da Serra gaúcha. O trabalho dos enólogos é simplificado pelas características geológicas e climáticas, que, em determinados terroirs, permite que o vinho já nasça pronto com intervenções mínimas. Em alguns, suas qualidades específicas são marcantes distinguindo e definindo sua origem, sua certidão de nascimento. 
O terreno plano facilitando o deslocamento de máquinas, o solo basáltico de ótima situação hidráulica que recebe grande insolação, regime de chuvas bem definido, favorecem a produção de grandes vinhos de ótimo custo-benefício, e de uma qualidade ímpar.
São colinas suaves de campos, muito usadas no pastoreio de gado de raças de qualidade reconhecida. 
Muitas vinícolas da Serra se abastecem na fronteira e escrevem, nos rótulos de seus vinhos, “que são da Serra gaúcha”. 
 A região da Campanha se espalha na fronteira do Brasil com o Uruguai  e Argentina em quase 500 km de comprimento por 75 a 100 km de largura da cidade de Candiota a Maçambará no RS.
Onze vinícolas instaladas na região da campanha gaúcha já perfazem 31% da produção de vinhos finos no Brasil. 
É o nosso Médoc surgindo, embora uma diferença marcante se faça presente: nas terras francesas o que impera é a pequena propriedade. 
A região francesa possui aproximadamente 80 km por 30 e, consta, que possui 1855 classificações de vinhos,  chegando a ter, nessa extensão,  pouco mais de   100 produtores de qualidade.
O selo de Indicação de Procedência-IP tem de dar sequência a seus atos indo na direção da identificação mais próxima do terroir, dando nome ao vinho. Essa IP dará a certidão definitiva não só da qualidade como de nascimento dos vinhos da Campanha.
Dentre as vinícolas destacam-se: Czarnobay-Encruzilhada do Sul,  Vinhética-Livramento, Lidio Carraro-Encruzilhada do Sul, Routhier & Darricarrére- Rosário do Sul, Batalha-Bajé, Dom Pedrito-Dom Pedrito, Peruzzo-Bajé e Salton, de Livramento.
Três pequenas regiões se apresentam como fortes candidatas para a designação de , como especificam os franceses, de Appellation d’Origen Controlée, as AOC famosas, que dão nome aos vinhos. 
A primeira delas é Palomas, distrito de Livramento e berço das uvas aristocráticas das fronteira, mas , hoje, relegadas a segundo plano e esquecida pelos donos do pedaço. A segunda, fica na região situada entre Rosario do Sul-RS e Dom Pedrito -RS , com características ímpares nos seus produtos, notadamente os vinhos tintos. A terceira região a ser destacada fica na Serra do Sudeste, em torno de Encruzilhada do Sul. 
Essas regiões já possuem condições de estabelecer pequenas regiões demarcadas, bem de acordo com a definição de terroir, para gerar produtos diferenciados, uniformes e homogêneos de especifica e alta a qualidade.
Mãos á obra!

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