terça-feira, 2 de julho de 2019

CHÂTEAU PAPE CLEMENT rouge 2016

CHÂTEAU PAPE CLEMENT rouge 2016
Flávio MPinto
Não é qualquer hora nem para qualquer pessoa, degustar um vinho pontuado com 100 pontos em 100 por Robert Parker. Ainda mais em seu terroir, no château em Pessac Leognan/ Bordeaux. Na toca do leão.
Um castelo medieval belíssimo  me recebeu com tudo que tinha direito e me emocionei diante de tanta bondade, beleza e satisfação. 
Minha filha e meu genro, junto com meu netinho, me proporcionaram tamanha satisfação e regozijo. Estava diante de um dos maiores ícones do mundo dos vinhos: o Château Pape Clement 2016, em blend de Merlot e Cabernet Sauvignon, distintíssimo. Estava diante de mais de 500 anos de história numa garrafa de vinho. Templários, Bertrand de Got, que foi o papa Clemente V, Felipe II, Jacques de Mollay, a maçonaria, a Igreja, Alienor D'Aquitaine, Henri II, a Inglaterra. 
Um vinho de cor púrpura profunda, sério, exuberante,  exalando aromas de frutas vermelhas selvagens, como amoras.
Na boca, continuava a exigir todo respeito a sua elegância e equilíbrio entre os componentes do seu corpo, medianamente encorpado.
Delicado, aristocrático, fino, conservador, um verdadeiro senhor jovem, mas com lastro na realeza francesa e na história.
Sabores de frutas vermelhas e negras se misturam numa complexidade ímpar.
O teor alcoólico passa despercebido, apenas contribuindo para sua guarda.
Um excepcional vinho com tudo no lugar.
Deixa um final saudoso e frutado.

Na degustação vi algumas pessoas desconhecendo o que degustavam jogar fora no cuspidor e exclamei com o apresentador:- C’est un damage! e ele concordou com um sorriso.
Esta é a minha opinião!

sábado, 30 de março de 2019

SÃO MIGUEL DO SUL

FlávioMPinto

Um vinho português competente, com certeza.
Não é conhecido, mas a Touriga Nacional, do Alentejo, faz dele um produto de destaque das terras lusitanas.
De cor púrpura bem escura, com aromas fortes de frutas negras bem maduras, revela a personalidade desta cepa portuguesa.
Não é safrado, como grande parte dos vinhos lusos, mas é de confiança, pois é muito bem vinificado, uma tradição lusa. Mesmo simples, apresenta traços de um grande vinho. Os portugueses são campeões em fazer assemblages e cuvées. Estes, são vinhos da mesma uva, mas de safras distintas.
Leve, medianamente encorpado, é muito agradável de degustar.
Revela a capacidade e caráter dos portugueses em produção de vinhos para todos paladares. Não é á toa que vinificam todas as mais de 300 castas que florescem no seu solo.
Um bom vinho, nada sofisticado, mas competente.

Esta é a minha opinião.

LA LINDA CABERNET SAUVIGNON 2013

FlávioMPinto

Sua origem já indica um vinho de destaque: Luigi Bosca, um dos grandes argentinos na batuta.
O La Linda se apresenta numa cor púrpura muito agradável e liberando aromas de framboesas maduras.
Na boca se mostra cálido e amigável, fácil de gostar.
Medianamente encorpado, muito elegante com o equilíbrio entre os aspectos organolépticos que o compõem. 
Acidez adequada, teor de álcool de 13% e taninos presentes formam um bom time de ataque ás papilas gustativas.
Um grande produto de um enólogo competetnte.
Deixa umm final consistente.
Esta é a minha opinião.


MAPU CABERNET SAUVIGNON 2012

FlávioMPinto

Um vinho muito interessante da filial sulamericana da Baron Phillippe de Rothschild francesa a mais aristocrática vinícola do mundo.
Encontraram no Chile o terroir ideal para produção de seus vinhos.
De cor púrpura bem definida, aromas de frutas vermelhas maduras, vai o MAPU espalhando sua elegância.
Na boca, seus 13% de álcool fazem uma parceria muito elegante com a acidez e a quantidade de aromas frutados e taninos bem pronunciados.
Bem encorpado, destaca-se por seu equilíbrio entre os fatores que o integram. 
Não renega a sua origem de uma família bem comportada, competente, e influente no cenário vitivinícola mundial. 
Não é um vinho comum e se destina aos que exigem um pouco mais substância nos líquidos de Baco que desfrutam e apreciam.
Um vinho de guarda.
Deixa um final longo e prazeroso.

Esta é a minha opinião

quarta-feira, 13 de março de 2019

CAVA HERETAT SABARTÉS NATURE

FlávioMPinto

A Cava da Catalunha foi feita para apresentar uma alternativa ao Champagne pelos catalães.
Com uvas autóctones, de cor amarelo-ouro brilhante, de aromas cítricos agridoces. Seu sabor é bem distinto daquele néctar francês, mas não deixa de possuir seus atrativos quer sejam em aromas ou sabores. 
As primeiras mostras gustativas não apresentam, na minha opinião, a delicadeza da Chardonnay ou Pinot Noir, mas sim um vinho mais untuoso, mastigável.
Sua doçura está no limite de uma acidez pronunciada e produtos salgados de armazéns. É um agridoce diferente, mas agradável. 
A perlage é bem viva e fugaz.
O teor alcoólico de 12% forma um bom conjunto, elegante, por sinal, com a acidez pronunciada e o mix de sabores exóticos de frutas pouco maduras e amarelas também ainda meio verdes. 
É a Cava, um espumante bem catalão.

Esta é a minha opinião.

segunda-feira, 11 de março de 2019

ESPUMANTE MIOLO CUVÉE TRADITION

FlávioMPinto

Um espetacular espumante feito á moda tradicional-champenoise- com a segunda fermentação na própria garrafa.
De cor salmão claro com aromas frutados cítricos e perlage forte e bem viva, foi produzido pelo Méthode Tradicionelle francês.
Seus 12,5% de alcool compõem um conjunto elegante com uma acidez muito boa e  sabores complexos de frutas cítricas compotadas como abacaxis, maças e pêras.
Por ter na sua composição Pinot Noir e Chardonnay,  trás importantes aromas e sabores dessas cepas. Pão torrado, limões sicilianos, lixias, pêssegos, acompanham os aromas primários e outros surgidos na segunda fermentação.
Um espumante digno da maior tradição da região mais produtora de espumantes do Brasil.
Um espumante delicado, sedutor, aprazível, muito distinto e orgulho do Rio Grande.
Vê-se o porquê do destaque dos espumantes brasileiros nas degustações e concursos mundo afora.  

Esta á a minha opinião.          

quarta-feira, 6 de março de 2019

CASILLERO DEL DIABLO DEVIL’S COLLECTION 2015

FlávioMPinto

Já havia degustado e apresentado minhas considerações sobre esse vinho a um tempo atrás e surgiu mais uma oportunidade de degustar esse ícone da Concha Y Toro. 
A chilena Concha Y Toro é uma das maiores vinícolas do mundo. Não só produz uma gama imensa de vinhos no Chile, mas também na Argentina e California-EUA. Atua em mercados globalmente com produtos de qualidade inquestionável.
Acompanhada por uma política governamental perfeitamente sintonizada com seus objetivos, fez do Chile, uma área profícua para o plantio de videiras e vinificação.
Esse Casillero del Diablo Devil’s Collection tinto vai na direção da perfeição. 
Um vinho de cor púrpura intensa, exalando aromas frutados de framboesas e cerejas.
Apresenta lágrimas parcimoniosas informando sua untuosidade.
Na boca, seus 13,5% de álcool ombreiam com a acidez , os taninos presentes e os sabores complexos de morangos frescos, cerejas maduras, é de uma aristocracia ímpar.
A Concha Y Toro revelou a qualidade de seu terroir e de seus enólogos nesse vinho de concepção impecável.
Redondo, harmônico, elegante, todas as características presentes nos grandes vinhos se mostram no Devil’s Collection tinto. 
O blend de uvas tintas não dá espaço a qualquer manifestação contrária em seu corpo.
Um vinho de personalidade marcante, uma textura formidável. De excelente custo-benefício. 
De longe é o melhor vinho das Américas.
Deixa um final longo e prazweroso.

Esta é a minha opinião.