quinta-feira, 16 de abril de 2020

FRANC BEAUSEJOUR 2017

FRANC BEAUSEJOUR 2017
FlávioMPinto

Um vinho como só os bordaleses sabem fazer: um blend de castas típicas e permitidas no corte: Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc.
Preponderância da Merlot pela suavidade e toque aveludado.
Cor púrpura opaca típica da Merlot, aromas de framboesas maduras enchem o ar ao destampar a garrafa.
Lágrimas pronunciadas denunciam sua untuosidade. 
Seus 12,5 % de álcool integram o corpo numa elegância ímpar bordalesa. Ótima acidez o remete a acompanhante gastronômico de valor a carnes temperadas e massas italianas.
Não é de guarda, mas acredito que possa ser consumido num prazo de 5 a 6 anos sem problemas.
Deixa um final de média intensidade.

Esta é a minha opinião!

quarta-feira, 15 de abril de 2020

LA VIE ROUGE DU CASTEL 2016

LA VIE ROUGE DU CASTEL 2016
FlávioMPinto

Um vinho israelense, de Jerusalém, do Alto da Judeia, para comemorar a ressurreição de Jesus Cristo, com certeza, oriundo de videiras muito antigas. 
Púrpura opaca , não muito intensa, como um Merlot, exalando groselhas a todo pano, como diriam os portugueses.
Na boca, apresenta 14% de álcool, sentido no corpo bem pronunciado.
Sua passagem por madeira, também é notada nos sabores de framboesas e groselhas um pouco doces. Mas a madeira não é a comum, que estamos acostumados, carvalho francês, californiano ou esloveno, tem um toque diferente e arrisco, cedro, que tem muito naquela região. 
Seu padrão de cepas é bordalês.
Um quê de frutas vermelhas em caldas bem doce é seu outro recado na boca. Um adocicado que não é enjoativo nem perturba o corpo elegante e medianamente encorpado.
Um vinho diferente, saindo do tradicional. Uma pena que não é vendido no Brasil.
Após uma oxigenação se revelou sereno, suave, sem arestas nenhuma. Um vinho para quem conhece.
Deixa um final com groselhas adocicadas.


Esta é a minha opinião.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

LEYDA SAUVIGNON BLANC 2019

FlávioMPinto

Esse branco chileno enche de alegrias quem o produziu. Do Vale da Leyda, que se tornou um ótimo terroir tanto para tintos jovens como para brancos frescos e agradáveis.
Aromático com aromas primários de frutas brancas de pomar e flores.
Na boca, ressaltam sabores de peras , lixias e maças.
Seus 13,5% de álcool não passam ao conjunto, deixando-o suave, e agradável de degustar, mas muito representativo. 
Um corpo distinto com ótima acidez.
Um par ideal para acompanhar comidas leves e pouco condimentadas. Aperitivos é uma grande pedida.
A delicadeza dos vinhos brancos foi assimilada com imensa velocidade na sua produção, rivalizando com os melhores do mundo.

Esta é a minha opinião.

domingo, 5 de abril de 2020

Vosne Romanée Louis Latour

Vosne Romanée Louis Latour
Flávio MPinto 
Existem vinhos que não se pergunta a idade ou safra.São primas donna!
Esse Vosne Romanée é um deles. Sua origem indica excepcionalidade, aristocracia, bom gosto, a exigir de quem o degusta. 
Perfeito, completo, ótimo em todos os sentidos.
Vem da Borgonha, berço dos mais afamados e competentes Pinot Noir do planeta. Esse é da Côte D’Or, da região mais proeminente, Beaune , ao sul.
Elegante, sofisticado, amigável, exala aromas de groselhas ao ser destapado. 
Na boca é um festival de sabores de frutas negras, muito bem colocadas.
Uma beleza de vinho. Caro, para o padrão brasileiro, mas faz parte( o preço aparece no rótulo).
É um tinto na terra dos brancos, mas a Pinot reina junto com a Chardonnay naquelas terras.
Louis Latour é descendente do vinicultor que trouxe as uvas brancas Chardonnay para a Borgonha depois da peste filoxera.
Deixa um final sútil de arrependimento que acabou a festa!!!


Está é a minha opinião.

terça-feira, 10 de março de 2020

LARENTIS CEPAS SELECIONADAS TEROLDEGO 2015

FlávioMPinto

A cepa Teroldego fazia parte do lote das primeiras videiras trazidas pelos imigrantes italianos,  vindos do vale do Alto Trentino no norte da Italia, a pouco mais de 100 anos. Não se sabe o certo, mas o caso é que somente agora, sua germinação na Serra gaúcha, e produção de vinhos, deu certo. A Vinícola larentis foi uma das que insistiu.
Um vinho escuro, púrpura forte, impenetrável, cor intensa. 
Aromas de groselhas fortes, de couro,  sabores animais, fazem do Larentis Cepas Selecionadas um exemplar muito distinto. Não é muito amigável, meio duro, mas é seu caráter!
De corpo pronunciado, destacando os taninos duros e , claro, bem presentes, o teor de 13,5% de álcool confere um quê de elegância.  Muito encorpado  e um forte candidato a guarda.
Deixa um final rude, forte, com hortelãs.

Esta é a minha opinião.

domingo, 23 de fevereiro de 2020

CASILLERO DEL DIABLO LIMITED EDITION CABERNET SAUVIGNON 2018

CASILLERO DEL DIABLO LIMITED EDITION CABERNET SAUVIGNON 2018
FlávioMPinto
A chilena Concha y Toro, o maior conglomerado vinícola do mundo, nos surpreende a cada lançamento pela competência de seus produtos e estratégias de alcance mundial. A linha Casillero del Diablo é uma das mais vendidas no Brasil. O seu leque de produtos é grande e de qualidade invejável.

Este LIMITED EDITION foi o último lançamento. Já nasceu maduro e pronto!
Um Cabernet Sauvignon com tudo que se tem direito: aromas e sabores da cepa,  que a tornaram uma das uvas vinificadas mais importantes daquele país.
De cor púrpura forte, aromas de morangos maduros e toques de café, tabaco e compotas de frutas vermelhas.
Com imbatíveis 13,5% de teor alcoólico abraçando o corpo dando uma elegância ímpar, mesmo sendo um vinho para o diário. Mas um diário de requinte!
Medianamente encorpado. 
Deixa um final proeminente e marcantemente longo e prazeroso.  

Esta é a minha opinião.

sábado, 22 de fevereiro de 2020

ALMADÉN RIESLING 2018

ALMADÉN RIESLING 2018
FlávioMPinto

A uva alemã se deu bem no terroir da Campanha. Provavelmente são oriundas dos parreirais antigos de Palomas, um dos primeiros terroirs identificados quando a vitivinicultura começou a despontar na região de Livramento.
Palomas é uma região pequena, bem típica dos terroirs franceses. Clima e solo diferenciados e adequados ás uvas finas. 
Foi um sucesso na década de 90 passada, pois ensinou os brasileiros a degustarem vinhos e não beberem.
O Riesling vai nessa linha de excelência. Suave, embora marcante nos aromas e sabores cítricos, ótima acidez levando a um excelente acompanhamento para aperitivos, pratos frios, peixes e saladas.
O teor alcoólico de 11,5% fortalece o corpo delicado, fresco e aromático.
É destaque nos vinhos brancos nacionais. 

Esta é a minha opinião.