segunda-feira, 29 de outubro de 2018

ESPUMANTE PROSECCO AURORA

ESPUMANTE PROSECCO AURORA
FlávioMPinto

A uva Prosecco é originária da Itália. Trazida a pouco tempo para a Serra gaúcha germinou e se deu muito bem produzindo ótimos espumantes. Na sua terra natal também é conhecida como Glera.
O espumante da Aurora, como toda produção atual de espumantes brasileiros, é de uma qualidade ímpar.
Fresco, límpido, com uma perlage delicada, mas persistente e muito elegante. Feito no processo Charmat. De cor amarelo palha com reflexos dourados, encanta já na primeira vista.
Aromas delicados de frutas cítricas se refletem nos sabores, também cítricos, de lixias e limões sicilianos.
Mais um produto de excelência da vitivinicultura brasileira.

Esta é a minha opinião.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

VINHOS BRANCOS NA CAMPANHA

VINHOS BRANCOS NA CAMPANHA
FlávioMPinto
Conversando com um produtor, dono de uma vinícola na Serra gaúcha, ele se revelou apaixonado por Livramento. O motivo foi ter achado um tesouro em uvas brancas que o faz, anualmente, adquirir volumes consideráveis uvas de castas nobres brancas na cidade. Os vinhos produzidos, vinificados na Serra,  sempre são aquinhoados com prêmios Brasil afora e até no exterior.  O carro chefe é a Chardonay. Por sinal, a uva ícone da Champagne, lá no país líder na produção dessa uva fina.
A Chardonay é considerada a rainha da uvas finas brancas e rivaliza com a tinta Cabernet Sauvignon , esse reinado.
É uma casta vinífera que gera respeito e produz vinhos sofisticados. Consta que seu reinado iniciou na França quando a rainha, mulher de Carlos Magno, que, sempre ao vê-lo com a barba turva em tinto após beber vinho, convenceu-o a proibir que se produzissem vinhos tintos na região da Borgonha, onde o rei glutão mandava buscar seus vinhos. E as castas brancas começaram a proliferar até que em 1891, com o avanço da filoxera, Louis Latour  implementou a Chardonay nos seu vinhedos, originando os Corton-Charlemagne. O sucesso foi tanto que todos os vizinhos passaram a plantar essa casta, que hoje faz sucesso na região Reingau produzindo  os mais afamados vinhos brancos do planeta- os Montrachet e os Corton-Charlemagne. Com destaque, é claro, para a AOC Corton-Charlemagne, a do vinho do Imperador.
Mas a região que melhor aproveita a casta é a Champagne com a produção dos seus espumantes famosos-os Champagnes. É ali que, em maior escala, a uva Chardonay alcançou seu esplendor.
O mais curioso é que a região da Champagne e as áreas que produzem admiráveis brancos na Borgonha-Beaune-, são muito semelhantes. Colinas e mais colinas acompanhadas por um clima saudável ás uvas.
E o mais impressionante ainda é que essas regiões se assemelham com a Campanha gaúcha com suas leves ondulações com longos aclives e declives e ventos frios no inverno. Suas coxilhas formam uma paisagem única. Exclusiva.
Os vinhos da Chardonay são de um amarelo ouro, complexos, transparentes, untuosos e aromáticos. Apresentam um bouquet de flores. É claro, os bem produzidos. Os vinificados á galega, ou não respeitando a casta, não possuem essas características.
É um vinho sofisticado, elegante e aristocrático que combina com nobreza de espírito em qualquer fase, seja na produção seja no consumo. O champagne que o diga.
 E essa casta,  como bem observou o produtor da Serra, se deu muito bem na Campanha, mais particularmente na fronteira oeste.
Ainda não se tem estórias como a do rei Charlemagne, mas um futuro promissor espera as brancas do Pampa gaúcho

terça-feira, 18 de setembro de 2018

VIDIGAL RESERVA 2014

VIDIGAL RESERVA 2014
FlávioMPinto
Um vinho bem português da região de Estremadura, que fica a oeste de Lisboa.
De cor violeta bem definida, aromas proeminentes de framboesas. 
Na boca, muito elegante equilibrando os aromas, taninos com o alcool a 13% e a acidez. Nesse ponto ressalta a harmonia entre esses aspectos componentes do vinho. 
Medianamente encorpado. 
Composto de Aragonez, como os portugueses se referem a Tempranillo espanhola, Syrah e Cabernet Sauvignon, num blend que mostra a maestria dos lusitanos para misturar, com sucesso, as mais diferentes castas de uvas. Nisso são secularmente mestres.
Um vinho cálido, amigável, sereno, complexo, e fácil de degustar. 
Deixa um final cálido e amigável.

Esta é a minha opinião.

sábado, 15 de setembro de 2018

RESERVA DA SERRA 2012 Moscato Bianco e Trebiano Toscano

RESERVA DA SERRA 2012 Moscato Bianco e Trebiano Toscano
FLÁVIO MPINTO

Um vinho branco simples, mas muito delicioso. 
Aromático, abre-se com aromas frutados de abacaxis, pêras e maças verdes. 
Bem suave vai penetrando no nariz agradavelmente.
De cor amarelo palha com reflexos esverdeados. 
Na boca, os seus 12% de teor de álcool, surgem bem leves, não escondendo o rastro dos aromas nem a boa acidez. O frutado continua a se mostrar com sabores de abacaxis, pêras e maças verdes. Sabores muito delicados.
É um vinho feito com uvas Moscatto Bianco,  a queridinha dos espumantes moscatéis e a Trebiano Toscano, muito utilizada nos brancos coloniais da Serra gaúcha. 
Encontrado na região de Canela/Gramado. 
De muito bom custo-benefício.

Deixa um final frutado e curto.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

REBEL.LIA 2016


FlávioMPinto
Um vinho bem espanhol da região de Utiel com Granacha Tintorera, Bobal e Tempranillo. A Granacha Tintorera, chamada também de Alicante Bouschet, é um produto de intrincados cruzamentos iniciados por Louis Bouschet , no sul da França. A família Bouschet criou , inicialmente, uma uva conhecida como Petit Bouschet, fruto da união da Aramon com a  Tenturier du Cher. Posteriormente, cruzaram esta com a Garnacha espanhola dando nome de Alicante Bouschet, em homenagem ao local onde ocorreu o fato, e como é conhecida em outras terras notadamente em Portugal. Bobal é autóctone e a Tempranillo é a queridinha da Espanha. 
Um vinho que demarca território com sua cor forte e intensa de violetas, aromas também marcantes de baunilhas, e com lágrimas pronunciadas denunciando sua untuosidade.
O teor de 14% de álcool dá o tom elegante juntamente com a boa acidez e taninos presentes. 
Bem harmônico e elegante. Apresenta também uma boa complexidade.
Deixa um final bem expressivo.
Esta é a minha opinião.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

ALMADÉN VINHAS VELHAS TANNAT 2012


ALMADÉN VINHAS VELHAS TANNAT 2012
FlávioMPinto

É um vinho oriundo das mais antigas plantações de uvas finas do Brasil. Tinha de ser da Almadén, na Campanha gaúcha, origem dessa filosofia e modo de prestigiar a uva e o consumidor no Brasil. A Almadén sempre tratou o Brasil e os brasileiros consumidores com toda pompa e seus produtos eram reflexo disso. 
O Vinhas Velhas vai nessa direção: mostra um produto de confiança com qualidade, só sendo vinificado e  apresentado em safras muito especiais.
De cor violeta forte característica da cepa, exala aromas frutados de frutas vermelhas silvestres.
Untuosidade revelada nas lágrimas bem pronunciadas e marcantes, bem intenso. 
Na boca, sabores de frutas negras silvestres, ameixas e cerejas, um pouco de tabaco como resquício da madeira. Mesmo sendo um varietal é complexo de sabores.
Embora com 14% de teor alcoólico, este não passa ao conjunto, deixando-o bem elegante e harmonioso com os sabores, taninos e acidez. Esta o acredita como de boa vertente gastronômica.
É um produto antigo da nova Almadén, que já imprimiu sua marca nele.
Medianamente encorpado.
Deixa um final médio.

Esta é a minha opinião. 

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

ALMADÉN CABERNET SAUVIGNON 2018

FlávioMPinto

Um vinho jovem de consumo imediato como indica a tampa screw cap. Também não consta o terroir de onde saíram as uvas. Mau sinal. 
Não é um vinho de destaque, apesar da Almadén dar uma repaginada nos seus rótulos, como a se redimir dos desacertos em relação vinhos daquela marca, que já foi a mais reverenciada no ranking de vinhos nacionais. 
O Almadén Cabernet Sauvignon 2018 é um vinho para agradar paladares de iniciantes e/ou para aqueles que não exigem muito de um vinho.  
O rótulo deu ares de seriedade ao produto, mesmo não constando a origem das uvas, algo de muita importância. 
De cor púrpura bem forte, exala poucos aromas, não sendo, obviamente, aromático nem chamando a atenção ao ser desarrolhado. Lágrimas pouco consistentes. 
Na boca, ressalta-se a fermentação malolática que tirou potência da Cabernet Sauvignon, deixando palatável a quem pouco conhece de vinhos. 
Os 12% de teor alcoólico, confirmam a tese de tirar a força e potência desse vinho fazendo-o quase um vinho de mesa.
De corpo mediano, nada complexo e pouco deve ser exigido dele. Mas é um bom vinho. Dá para beber sem compromisso. Taninos pouco perceptíveis, quase escondidos, nada complexo.
Deixa um final curto.
Esta é a minha opinião.