quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

ALVES VIEIRA VINHO REGIONAL ALENTEJANO 2015

ALVES VIEIRA VINHO REGIONAL ALENTEJANO 2015
FlávioMPinto

Mais um português na lista. 
Um vinho alentejano simples, mas representativo da região com as uvas Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Trincadeira.
Como a maioria dos vinhos tintos lusos é escuro, impenetrável, intenso.
Exala aromas de frutas silvestres fortes e compotadas balsâmicas.
Na boca, revela sabores de framboesas e cerejas maduras misturadas com especiarias.
O teor alcoólico de 14% se faz presente, mas não influi no corpo equilibrado e elegante.
Deixa um final longo e marcante.

Esta é a minha opinião.

CARTUXA ÉVORA 2015

FlávioMPinto

Um vinho bem português: escuro, púrpura forte, impenetrável, intenso,  e sério como aquelas viúvas portuguesas de xale preto.
Blend de uvas representativas do Alentejo, como Trincadeira e  Alicante Bouschet. 
Deve seu nome aos monges Cartuxos, que faziam suas orações no Mosteiro da Cartuxa, hoje de propriedade da Fundação Eugenio Almeida- EA,  grande produtora lusa de vinhos.
De cara, exala aromas fortes de compotas e geléias de frutas negras. Na boca, esses aromas se juntam aos sabores dos mesmos compotados e geléias. 
Bem encorpado e tânico, mas equilibrado.
Seus 14,5% de álcool não aparecem no equilibrado blend.
Deixa um final longo e marcante.

Esta é a minha opinião.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

FIUZA NATIVE CHARDONNAY ARINTO 2017

FlávioMPinto

Um vinho branco composto de duas representativas uvas : a mundialmente conhecida Chardonnay e a portuguesa Arinto, uma das mais seletas uvas brancas lusas.
De cor amarelo palha com reflexos esverdeados, exibe aromas cítricos no destampar e na boca, sabores de limões sicilianos,  pão torrado, melões,  melancias, abacaxi, num festival de misturas de sabores das duas uvas, num blend que os portugueses são mestres.
De acidez muito agradável. O teor de álcool em 12,5% está sob medida integrando o corpo do Fiuza.
Deixa um final frutado e agradável.

Esta é a minha opinião.

PENEDÉS XAREL.LO 2016

PENEDÉS XAREL.LO 2016
FlávioMPinto
Vem da Catalunha este vinho branco feito com a mesma uva do renomado espumante Freixenet, uva autóctone daquela terra espanhola.
É da Denominación de Origen Penedés, muito valorizada no mundo vitivinícola espanhol e mundial.
De cor amarelo palha brilhante, inspira espumantes, mas é um vinho branco tranquilo com aromas cítricos se apresentando tão logo abrimos a garrafa.
Na boca, os sabores cítricos juntam-se a lixias, laranjas e pêssegos brancos.
O teor de 11,5% eleva a qualidade do conjunto surpreendendo pela suavidade e persistência.
Um excelente acompanhamento para pratos leves e saladas.
Deixa um final cítrico.

Esta é a minha opinião.

PROVÍNCIA DE SÃO PEDRO SALAMANCA DO JARAU 2013

FlávioMPinto
Mais um vinho distinto da região da Campanha gaúcha. É da Vinícola Routhier Darricarrére, de franceses estabelecidos em Rosário do Sul.
Um Cabernet Sauvignon feito nos “trinques”, como se  diz aqui no RS. 
Púrpura forte, exalando aromas bem aromáticos de framboesas e frutas vermelhas .
Na boca se desfaz em sabores de compotas de frutas vermelhas silvestres como amoras e um pouco de pitangas maduras. 
Muito equilibrado devido, certamente, a sua passagem bem controlada por barricas de carvalho.
Medianamente encorpado, com teor alcoolico de 12,5% não se destacando no corpo nem se sobrepondo aos demais fatores. Taninos bem despertos e marcantes.
Um vinho muito elegante. Destaca-se por essa qualidade. 
Deixa um final muito marcante e frutado.

Esta é a minha opinião.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

ALMADÉN MERLOT 2018

ALMADÉN MERLOT 2018
FlávioMPinto

A Almadén parece que ás vezes tem ataques de correção de rumos. Depois de uma fase ,em que eles mesmo renegavam seus produtos, indicando-os na base da qualidade em conjunto com os outros produtos da vinícola,  o terroir parece querer dar a resposta aos insanos interesses de quem não gosta da marca e renega o terroir de Livramento.
Resistindo, os vinhos parecem voltar com todo vigor que tinham antes de serem arbitrariamente classificados como de segunda linha.
Foram e rapidamente mostram porque eram a elite da produção de vinhos finos no Brasil.
Talvez a mudança dos rótulos tenha inspirado ou feito a direção da empresa reconhecer os produtos que tinha, e tem,  em mãos!!!
O Almadén Merlot 2018 é uma das muitas respostas do terroir de Livramento/Palomas  a quem desacreditou a marca, e o terroir, que elevou a produção de vinhos da região da Campanha gaúcha a um reconhecimento ímpar.
Vinho de cor púrpura, aromas de framboesas e lágrimas fortes, já chega dizendo que quer retomar seu lugar de origem.
Bem estruturado e complexo,  característica dos vinhos da Campanha, pode evoluir facilmente com o tempo, constituindo-se bom vinho de guarda, pois suas estruturas dão  suporte. 
O teor alcoólico de 12,5% , a acidez, os sabores apresentados e os taninos vivos garantem tal afirmação.
Deixa um final longo e prazeroso.

Esta é a minha opinião.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

ALABASTRO 2016

ALABASTRO 2016
FlávioMPinto

Um vinho português, do Alentejo, região próxima de Lisboa, uma das mais proeminentes terroir daquele país e próxima de Lisboa.
Facilmente encontrado nas gôndolas dos melhores supermercados do Brasil e de bom custo-benefício. 
É um blend bem luso com Trincadeira, Alicante Bouschet e Aragonez, uvas autóctones. Aragonez é a Tempranillo espanhola que se aquerenciou nos vinhedos portugueses com sucesso.
De cor violeta e com aromas bem definidos de frutas silvestres pretas e vermelhas, vai chegando devagar ao ritmo de um bom fado nas papilas gustativas de cada apreciador.
É um vinho simples, mas o blend português dá bem o seu recado e mostra como se faz um balanceamento de uvas, uma das características mais marcantes dos vitivinicultores portugueses. Conseguem misturar, num blend, uma quantidade grande de uvas distintas e encontram sempre um ponto de equilíbrio gerando uma harmonia ímpar, como são, na sua maioria, os vinhos do Porto e da Madeira, que chegam a ter 40 tipos de uvas no seu blend.
Assim é o Alabastro, um dos símbolos do que podem produzir os lusos na sua cultura vitivinícola secular. 
Na boca, o Alabastro 2016 se mostra competente com sabores de ameixas vermelhas maduras e violetas.
Medianamente encorpado, e pouco tânico, é elegante e harmônico, como já vimos, não se destacando nenhum componente do seu corpo.
O teor alcoólico de 14% pouco aparece nem desarmoniza o conjunto.
Deixa um final muito frutado e longo.

Esta é a minha opinião.