segunda-feira, 11 de maio de 2020

DAL PIZZOL 6 GERAÇÕES CABERNET FRANC 2016

DAL PIZZOL 6 GERAÇÕES CABERNET FRANC 2016
FlávioMPinto
A uva Cabernet Franc foi uma das primeiras a serem plantadas na Serra gaúcha, mas seu sucesso foi suplantado pelo cultivo da Merlot e da Cabernet Sauvignon passando a um segundo plano.
A Vinícola Dal Pizzol , centenária vinícola gaúcha, tenta retomar a trajetória dessa uva no solo gaúcho e já chegou bem.
O DAL PIZZOL 6 GERAÇÕES CABERNET FRANC 2016 é um vinho jovem de cor púrpura  bem definida e brilhante.
Exala aromas de framboesas e frutas vermelhas. 
Na boca, se mostra um vinho medianamente encorpado, com taninos bem vivos.
Seu teor de 14% de álcool se faz presente no corpo elegante e complexo.
Frutado e fresco com frutas negras silvestres, como amoras,  se apresentando e cassis para quem conhece. 
Deixa um final persistente. 
Esta é a minha opinião.

sexta-feira, 8 de maio de 2020

MÉNAGE Á TROIS MIDNIGHT 2017

MÉNAGE Á TROIS MIDNIGHT 2017
FlávioMPinto

Saindo do aeroporto de Brasilia, numa loja, este vinho me chamou a atenção. Um blend californiano, da Vinícola Trinchero, a preço atrativo.
A California surgiu esplendorosa no universo dos vinhos depois do Julgamento de Paris em 1976.
Um blend de 4 castas-Merlot, Cabernet Sauvignon, Petit Syrah e Petit Verdot. Com predominância da duas primeiras. 
Cor intensa púrpura, bem brilhante, aromas de framboesas, muito boa entrada.
Na boca, seus 13,5% de álcool compõem um corpo muito distinto com nenhum aspecto se sobrepujando aos demais.
Destaque para os sabores de chocolate , frutas negras( blueberry e amoras) e  morangos maduros, além de fumo informando sua passagem por madeira. 
Um vinho muito fino e qualificado. 
Encorpado, e muito elegante. 
É indicado para um dia-a-dia sofisticado ou para quando se quer sair da rotina de forma mais aristocrática.
Deixa um final longo.
























Esta é a minha opinião.
O nome mais correto seria Ménage á quatre!

sábado, 2 de maio de 2020

BARON PHILIPPE DE ROTHSCHILD MAPU MERLOT RESERVE 2011

BARON PHILIPPE DE ROTHSCHILD MAPU MERLOT RESERVE 2011
FlávioMPinto

Um produto do braço chileno da Baron Philippe de Rothschild . É do Vale Central-Maipo, uma das mais proeminentes regiões produtoras de vinho do Chile. 
 A linha MAPU é fruto da instalação francesa nos terroirs chilenos, mas os dois dos maiores conglomerados de vinhos do mundo se juntaram em muitos outros empreendimentos na America. Almaviva é um dos frutos.

Aromas de framboesas  já se manifestam ao destampar a garrafa.
Aromático, escuro, cor intensa,  se pronunciando.
Na boca, todos os aromas se confirmam juntando-se aos 13% de álcool, que não passam ao corpo, com frutas vermelhas silvestres em calda, tabaco, restos de chocolate, formando um corpo muito elegante. A complexidade agrada quem entende do riscado.
Já com quase 10 anos na garrafa, a passagem por madeira não se desfez, sendo necessária uma passagem no decantador para rejuvenescer a personalidade do Merlot já desgastada.
Um Merlot bem ao estilo da Casa Rothschild. Austero, firme, aristocrático.
Deixa um final enfumaçado e longo. 
Esta é a minha opinião.

sábado, 25 de abril de 2020

LATOUR CARNET CUVÉE LEGEND 2006

FlávioMPinto
Para começar, um vinho de Bernard Magrez. Um Premiere Gran Cru Classe já com 13 anos. 
Bernard Magrez é o renomado enólogo-proprietário  do Chateau Pape Clement, de Pessac Leognan/Bordeaux. 
O Latour Carne é feito no mesmo Chateau  que faz o Pape Clement e o mesmo enólogo. 
Depois de 24 h de decantação, ressurge magnificamente.
Aromas de alcaçuz e mentolados combinados com toques de frutas vermelhas em calda.
Na boca, seus 13% de álcool , surgem delimitando terreno, mas não se sobrepõem aos demais  aspectos  integrantes do corpo.
Um blend como só os bordaleses sabem fazer-60% de Merlot e 40% de cabernet Sauvignon, numa harmonia nota dez, Um cuvée de Merlot e Cabernet Sauvignon!
Na boca, é  rico  em taninos, com mentolados e ameixas tomando conta. 
Medianamente encorpado, de uma elegância ímpar.
Com a complexidade presente, mais pelo tempo de guarda-14 anos, abre-se um vinho de excelência como poucos. 
O sabor  balsamizado dos vinhos longevos aparece dando um glamour extra. 
Não é á toa que Bordeaux elabora , secularmente, vinhos de excepcional qualidade, tanto que se colocou no centro do sistema elaborando três listas de vinhos superpremiuns: Premiére Grand Cru, Deuxiéme e Troisiéme. Relação imutável desde o meio dos anos 1860. Atualmente surge a Classe, nome seguido na designação de 1800. Como não se consegue alterar a relação original, os produtores acrescentaram o Classe nos seus vinhos de excelência.
O Latour Carnet deixa um final longo e balsâmico.
Esta é a minha opinião.

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Rosseti Itália Primitivo 2016

Flávio MPinto 
 Esse vinho é da Indicazione Protegida da Puglia, terra da cepa.
Aromas profundos de frutas negras em calda.
Na boca, se apresenta também com sabores de frutas negras em calda, como ameixas-pretas. Um leve sabor balsâmico o colocando entre os Amarones e os tintos jovens.
A Primitivo italiana, que na América é chamada de Zinfandel, mas é completamente diferente, é tinta vermelha rubi. São diferentes em tudo.
Seus 13 por cento de álcool contribuem para a elegância e sua característica de guarda.
Um vinho para quem gosta de curtir .
Deixa um final longo e balsâmico.
Está é a minha opinião.

terça-feira, 21 de abril de 2020

FUENTEVIÑA PINOT NOIR

FlávioMPinto
Um Pinot Noir espanhol , não safrado, muito bem apanhado.
De cor púrpura levemente transparente, exalando aromas florais, flores de campo, mas suavemente.
Na boca seus 12% de álcool mostram um Pinot Noir muito bom, leve, suave, mas com os predicados da cepa presentes.
Pouco encorpado, taninos levemente representados, acidez presente, leves sabores de frutas vermelhas. 
Personalidade bem definida de um Pinot Noir.
 Deixa um final leve.
Esta é a minha opinião.


quinta-feira, 16 de abril de 2020

FRANC BEAUSEJOUR 2017

FRANC BEAUSEJOUR 2017
FlávioMPinto

Um vinho como só os bordaleses sabem fazer: um blend de castas típicas e permitidas no corte: Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc.
Preponderância da Merlot pela suavidade e toque aveludado.
Cor púrpura opaca típica da Merlot, aromas de framboesas maduras enchem o ar ao destampar a garrafa.
Lágrimas pronunciadas denunciam sua untuosidade. 
Seus 12,5 % de álcool integram o corpo numa elegância ímpar bordalesa. Ótima acidez o remete a acompanhante gastronômico de valor a carnes temperadas e massas italianas.
Não é de guarda, mas acredito que possa ser consumido num prazo de 5 a 6 anos sem problemas.
Deixa um final de média intensidade.

Esta é a minha opinião!