sábado, 2 de março de 2019

COMTE AQUITAINE MERLOT 2016

COMTE AQUITAINE MERLOT 2016
FlávioMPinto

Um vinho bem francês.
A Merlot é a estrela dos vinhos da margem direita do Dordogne. Os grandes vinhos de lá são dessa cepa.
De cor púrpura forte, aromas frutados de frutas vermelhas e pretas surgem.
Na boca, se agigantam groselhas, cerejas  e ameixas pretas.
Se teor alcoólico de 13% não se faz presente no blend fazendo uma boa união com os taninos e acidez.
É um vinho simples, de origem francesa, mas deixa uma aura de aristocracia por sua complexidade.
Da história, sabemos que os vinhos franceses de Bordeaux alcançaram enorme sucesso  comercial após a união do rei inglês Henri II com a francesa Eleanor D ‘ Aquitaine.
Deixa um final longo e prazeroso.

Esta é a minha opinião.

SANTA COLINA PINOT NOIR 2016

FlávioMPinto

A Vinicola Santa Colina, de Palomas-Livramento, na Campanha gaúcha, se arrisca na produção de um vinho com uma cepa delicada e difícil: a Pinot Noir.
O terroir que apresentou ao mercado brasileiro os vinhos finos, nos brinda com esse vinho delicado e competente.
É oriundo de um dos terroirs descobertos a pouco mais de 40 anos na fronteira gaúcha e que mostrou ao mundo  a capacidade vinícola daquela região.
De cor rubi clara, poucos aromas de frutas vermelhas e flores silvestres.
Na boca, seus 12% de álcool combinando com a boa acidez, temos um vinho elegante.
Pode ser encontrado na maioria dos pontos de venda, facilmente. De excelente custo-benefício.
Deixa um final curto.

Esta é a minha opinião.

APALTAGUA PINOT NOIR 2017

APALTAGUA PINOT NOIR 2017
FlávioMPinto

Um tinto chileno muito delicado.
De cor rubi suave, com boa transparência.
Aromas leves de framboesas.
Na boca, poucos taninos, acidez adequada e teor de álcool sob medida que o deixa com certa elegância.
Os chilenos, ao diversificarem sua produção, investindo conhecimento em cepas diferentes das usuais, conseguiram acertar a mão na Pinot Noir. E fizeram um belo vinho descobrindo nos seus vales terroirs interessantíssimos.
Delicado, floral, acompanha pratos leves com galhardia.
Deixa um final curto mas agradável.
Esta é a minha opinião.

CHAMPAGNE

CHAMPAGNE
FlávioMPinto

Região situada a nordeste de Paris- França,  produtora do líquido mais desejado do universo vitivinícola: o Champagne.
Colinas a perder de vista abrigando parreirais de Chardonnay, Pinot Meunier e parcelas significativas de Pinot Noir, uvas usadas na confecção dos melhores champanhes do mundo. Moet Chandon, Veuvet Cliquot, Roederer, Taittinger, Gosset, Cristal, Joseph Drouhin, Nicolas Feuillate, Bollinger, Pol Roger, Krug, Deutz, Don Pérignon, são marcas reconhecidas e emblemáticas no mundo do líquido explosivo descoberto por Don Pérignon e seus parceiros monges cistercienses. Eu, particularmente penso que eles mais bebiam do que rezavam kkkkk. E nos legaram a bebida dos reis.
A topografia suave do nordeste da França sempre foi caminho de passagem de guerreiros em todas as guerras  de conquistas envolvendo godos, visigodos, outros bárbaros, ingleses e franceses, até as duas grandes guerras mundiais com o advento da blitzkrieg alemã. O solo da Borgonha foi irrigado com o sangue de milhões de soldados e civis, talvez como que querendo recompensar ali surgiu o espumante ideal para alegria e para tristeza. 
A produção, de gerações em gerações, séculos após séculos, de milhões de litros, foi conseguida através do domínio completo das soluções ás intempéries, que dificultam o plantio , floração e amadurecimento das videiras. Toda safra pode ser corrigida tecnicamente buscando-se um padrão ideal. 
Todas as fases foram perfeitamente dominadas permitindo a produção continuada com uma qualidade, que não se permite diferenças brutais entre as seguidas safras, com alta produção qualidade.  Calor excessivo, frio, chuvas torrenciais, e sua falta, nada passa do controle dos produtores borgonheses, com técnicas modernas que evoluem com as gerações familiares como o amadurecimento em caves  seculares em todo subsolo da Reims, Vernay, Ay e outras cidades.  
Essa dedicação exclusiva permitiu que os produtores, a um século, colocassem um nome próprio á bebida que produziam: Champagne. Foi uma das primeiras distinções especiais no mundo dos vinhos. Um nome especial a um produto especial!
Napoleão, na sua sabedoria,  assim se referiu ao Champagne-“Nas vitórias é merecido e nas derrotas , necessário”.

Atualmente, o destaque nessa área é o Brasil com seus espumantes. Eles já fazem frente aos melhores franceses, e os vencem, em inúmeros concursos e degustações internacionais. Esse boom dos espumantes brasileiros, na minha visão, se deu pelo uso uva Moscatel/Moscatto Giallo, feita no estilo Brut, tanto rosés como brancas. O adocicado foi dominado preservando-se o frescor , a acidez e a delicadeza da fruta combinando com um grau de teor alcoólico ideal que não deixa, o liquido da taça, perder fôlego. 
Um dos melhores terroirs para produção de uvas brancas, um dos últimos descobertos, fica na região da Campanha gaúcha com suas colinas e clima frio, que fazem lembrar a região da Champagne francesa,  se bem que, a capital brasileira dos espumantes é Garibaldi, que produz a única bebida produzida fora da região da Champagne, que pode ser chamada de Champagne!

Saúde!!!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

LIDIO CARRARO FACES SAUVIGNON BLANC 2018


LIDIO CARRARO FACES SAUVIGNON BLANC 2018
FlávioMPinto
Um vinho da Lidio Carraro, vinícola da região sul da Campanha gaúcha, que decidiu fazer esse vinho no Chile. Uma aposta muito bem sucedida.
De cor amarelo palha, exala aromas frutados cítricos e de especiarias secas. 
Um vinho branco muito aromático com aromas de gasolina.  
Na boca, os sabores de limões sicilianos, erva doce, lixias, hortelãs, melões gaúchos pouco maduros, abacaxis, camomila, fumo, lavanda e pinho, tomam conta perfazendo uma personalidade muito complexa e original. Muito distinto.
Seus 12,5% de álcool o deixam com uma elegância ímpar ombreando com a acidez e os sabores citados. 
Muito untuoso, portentoso e opulento, lembrando os brancos barricados da Borgonha. Seus sabores de fumo indicam provável passagem por madeira. 
É um blend de Sauvignon Blanc, Viognier e Chardonnay,  apresentando delicadamente as melhores características dessa cepas. Um vinho muito bem feito.
Fresco, leve, muito agradável.

Esta é a minha opinião.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

VIEUX PAPES

FlávioMPinto

Este vinho é um dos mais vendidos na França. Não safrado.
Feito com uvas francesas que não são destinadas aos grandes vinhos, de cor rubi forte e exala aromas de framboesas.
Cálido, fresco, agradável.
Cor rubi forte, com aromas frutados de frutas vermelhas maduras.
Um vinho que não exige muito de quem o degusta. Fácil de entender suas nuances.
Bom teor alcoólico, 13,5%, que o deixa elegante junto com sua boa acidez e taninos presentes.
Na boca, um vinho que não desagrada. É convidativo, prazeroso. E simples. 
Deixa um final curto.

Esta é a minha opinião.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

CATA MAYOR VIEJA PARCELA CABERNET FRANC 2004

CATA MAYOR VIEJA PARCELA CABERNET FRANC 2004
FlávioMPinto

Degustei esse mesmo vinho a uns dois anos e agora em 2019, 15 anos de seu engarrafamento, nova degustação. 
Gosto de vinhos antigos, curtidos na garrafa por longos anos.
Não vou relembrar como foi, apenas farei como se fosse sua descoberta agora.
Com o prestimoso auxílio do decantador, e uma aeração adequada, o colocamos em jogo.
Poucas lágrimas indicando reduzida suntuosidade por sua idade. Já curtido, com teor alcoólico já muito absorvido, é um vinho de uma elegância ímpar. Taninos presentes mas muito controlados, acidez ótima, teor alcoolico de 13,5% já não se percebe. Sabores balsâmicos presentes. 
Aromas de frutas silvestres vermelhas e sabores de cerejas maduras, ameixas vermelhas e mirtilos fazem desse Cabernet Franc,  já na sua plenitude de vida, um grande atrativo para o procurarmos nas gôndolas dos velhos  armazéns no centro de Rivera. Vale a pena garimpar. 
Os nossos aplausos, para a Bodega Castillo Viejo de San Jose-Uruguai, ao nos brindar com esse soberbo vinho.
Sabores de menta, bem pouco só para emoldurar, framboesas maduras, ameixas vermelhas, perfazem a complexidade do Vieja Parcela 2004.
DEixa um final longo e balsâmico.
Um vinho para quem entende do riscado e sabe aproveitar tudo de bom do líquido de Baco.