quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

VIEJO FEO reserva 2019

VIEJO FEO reserva 2019
Flávio MPinto 
Um Carmenére chileno muito diferente.
Passou por Madeira e ganhou aromas e sabores muito distintos. Para os desavisados, passa por um Cabernet.
A Viña Tinajas, do Vale do Maule, nos brinda com um Carmenére com 13,4 por cento de álcool. 
Incrívelmente encorpado, reinando uma  harmonia entre os componentes de seu corpo. Sua passagem por madeira agregou predicados incomuns á Carmenére.
Um vinho para o diário, mas com atrativos extras. Como se fosse vestido de fraque para servir uma refeição singela. 
Aromas frutados e fumados se apresentam. Sabores inéditos de compotas de frutas negras.
Um vinho muito interessante, instigante por ser de uma cepa tranquila.

Deixa um final frutado e marcantemente longo.

DOMAINES DES BILLIARDS SAINT-AMOUR 2012

DOMAINES DES BILLIARDS SAINT-AMOUR 2012
Um espetacular vinho oriundo do Sul de Mâcon e norte de Crus de Beaujolais , tudo entre Beaune e Dijon no Vale do Rhône. 
Macio, harmônico, não deixa dúvidas de como foi feito. Elegante e demarcador de território com sua maciez.
Os 13 por cento de álcool não dominam o espetáculo, perfazendo uma harmonia ímpar com os outros aspectos do corpo.
Feito num terroir de 14 ha da família Billiards.
Os franceses não indicam as uvas nos seus vinhos. Quem indica é o terroir. Como é do Vale do Rhône, provavelmente tem a Syrah 
como a estrela.
Um belo vinho medianamente encorpado e frutado com cassis, amoras e framboesas se destacando.

Deixa um final longo. 

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

OREMUS TOKAJI DRY MANDOLAS 2007

FlávioMPinto

Os Tokaji húngaros são parte da elite dos vinhos brancos mundiais. 
Feitos com a autóctone uva húngara Furmint.
Um vinho longevo, característica inexistente no rol de vinhos brasileiros. Pelo menos até agora.
De cor amarelada bem viva, exala aromas com toques de conhaques e flores silvestres.
Seus 13% de álcool aparecem na boca com muita mineralidade. Maças verdes, damascos , figos e abóboras em calda,  nozes, alcaçuz, reforçam sua complexidade.
Mesmo com sua idade, não apresenta resíduos permanecendo limpo e transparente. 

Um vinho para quem aprecia raridades.  Não é para iniciantes.

terça-feira, 5 de novembro de 2019

SANTA CAROLINA CABERNET SAUVIGNON CARMENÉRE RESERVADO 2018

 
FlávioMPinto
Mais um vinho tinto da competente chilena Santa Carolina.
A potência da Cabernet Sauvignon em um blend com a suavidade da Carmenére.
Cor púrpura forte exala aromas de frutas silvestres, como amoras frescas, e caldo de ameixas.  Segue a linha de competência das vinícolas chilenas.
Seus aromas primários nos remetem a um vinho intenso.
Na boca, a complexidade se faz nos sabores cálidos de morangos maduros, chocolates e frutas vermelhas silvestres.
Tem um teor alcoólico baixo - 13%, mas que não quebra o corpo harmônico integrado por taninos suaves e boa acidez nem sua boa estrutura. 
A Carmenére já está substituindo a Merlot em muitos blends chilenos com sucesso.
Encorpado e com boa acidez, nos remete a um potencial gastronômico excelente.
Um vinho que trás qualidade e refinamento ao grupo de seus parceiros do dia a dia.
Deixa um final longo e competente.
Esta é a minha opinião. 

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

ALMAVIVA 2006

ALMAVIVA 2006
FlavioMPinto
É o ícone da chilena Concha y Toro.
Um blend de Cabernet Sauvignon, Merlot, Carmenére e Cabernet Franc com uvas do Vale do Maipo.
Um vinho de guarda inédito no hemisfério Sul. Faz parte do time de vinhos sulamericanos mais caros e longevos por sua qualidade reconhecida.
Foi feito em uma parceria da Baron Phillippe de Rothschild francesa, uma das mais aristocráticas e tradicionais produtoras de vinho no mundo,  com a Concha Y Toro. No Chile, claro.
Um vinho para quem conhece o riscado.
Deve ser decantado, 1h a 1h e 30 o suficiente, para oxigenar-se e transformar-se num ícone da vitivinicultura sul-americana e  mundial.
Sua cor púrpura clara engana quem não conhece vinhos longevos, achando-o meio ralo á primeira vista, mas a liberação de seus aromas frutados indica o que vem a seguir.
De cara aromas primários de baunilhas, chocolate quente, frutas vermelhas de bosques compotadas.  
Na boca, seus 14,5% de álcool, já consumidos pela idade, se integram na estrutura e no corpo harmônico com os taninos suaves e um pouco aveludados.
A complexidade surge logo com sabores de chocolates, morangos, toques de hortelãs e mentas, frutas silvestres compotadas, num festival de sabores campestres como amoras.
Encorpado, demarca fortemente seu território com sua personalidade marcante, afinal é um aristocrático Baron Phillippe de Rothschild sem tirar nem pôr.  Mas também é muito elegante e delicado, para não dizer aristocrático e imponente na sua estrutura.  
A Concha Y Toro também deixa seu forte recado no blend com a Carmenére, uva emblemática chilena.
Considero-o o melhor vinho americano e um dos mais marcantes do universo vitivinícola mundial. É esse o nível que a indústria chilena de vinhos chegou com competente planejamento, visão estratégica longa e seriedade.
Um excepcional vinho de guarda que deixa um final longo e delicado.

Esta é a minha opinião. 

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

CHÂTEAU LES GABRIAUX 2010

CHÂTEAU LES GABRIAUX 2010
FlávioMPinto

Um vinho francês muito definido. 
Perfumadissímo, com aromas fortes de groselhas. Certamente um blend de Cabernet Franc com Merlot, com preponderância da Cabernet.
Um vinho no auge.
De cor púrpura forte.
Na boca, ressaltam-se as groselhas, mas aparecem , também, baunilhas e um toque apimentado.
Os 13% de álcool se fazem presentes, é encorpado e harmônico não se desfazendo dos taninos.
Como cacife tem a medalha de prata no Chalenge International em Viena Austria/20111.
Deixa um final alcoólico e frutado.

Esta é a minha opinião.

sábado, 5 de outubro de 2019

PUNTO FINAL MLB MALBEC 2018

FlávioMPinto

Conceituar um Malbec de Mendoza de uma vinícola ímpar- Renacer- é fácil.
A cor púrpura brilhante é o cartão de visitas. De cara, aromas de frutas compotadas. Suave, agradável, um vinho que mostra porque a Malbec gostou tanto da Argentina e no terroir de Mendoza.
Sabores de morangos e pitadas de frutas negras silvestres integram o corpo harmonizando-se com o álcool e os taninos levemente pronunciados.
O lado gastronômico é ressaltado pela boa acidez sendo uma belo par para carnes assadas, cozidas e massas com bons temperos.
É um vinho medianamente encorpado  para um acompanhamento diário de qualidade.
Deixa um final longo, agradável e marcante.

Esta é a minha opinião.